terça-feira, 31 de março de 2009


Estupidamente Feliz

quinta-feira, 26 de março de 2009

domingo, 22 de março de 2009


Passamos demasiado tempo a pensar no amanhã…
...E demasiado tempo a imaginar o lindo amanhã.

Passamos o tempo a dar demasiada importância a conversas … e mexerico
… E demasiado tempo a tentar decifrar o diz-que-diz-que …. e de que vale??

…Passamos tanto tempo a olhar para o nosso próprio umbigo que acabamos por esquecer as outras pessoas… e, sem dar conta mais tarde os nossos olhos descobrem que essas mesmas pessoas também nos esqueceram.

…Passamos demasiado tempo a procurar o que mais queremos sabendo que não somos capazes…..
Passamos demasiado tempo a querer tanta coisa, mesmo sabendo que nunca as vamos ter… e vemos o QUERER se PERDER.

… Demasiado tempo a criticar os erros do passado e a lamentar que o futuro está condenado e que não há muito que se possa fazer.


E, ... o único TEMPO verdadeiramente perdido é aqueles que passamos a lamentar as ocasiões perdidas.


VIVA LA VIDA...

Poupette

quinta-feira, 19 de março de 2009


Tenho medo de sentir que te quero.

Mas ao mesmo tempo medo de te perder.








É uma questão de oportunidade.

Não é uma questão química.


Grey's Anatomy

quarta-feira, 11 de março de 2009

Anuncio

Preciso de arranjar alguém!




Alguém com carácter ... sem medos e que seja perspicaz...dedicada...


com uma certa higiene... enfim, tudo o que qualquer pessoa precisa.





sem tempo para nada... preciso mesmo de arranjar alguém...






quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

...In_quietudes...





Amigas como tu ... Há poucas!
Não me interpretas mal quando recuso ir tomar algo contigo, é mesmo aquele primeiro instinto.. (parvo) … porque no fundo é sempre bom estar na tua companhia e partilhar aquelas pequenas coisas do dia a dia.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009



Estão a ver o truque que a Britney faz no seu clip Womanizer, quando salta para cima do gajo, e faz um efeito com cabelo, como se a cabeça dela fosse uma hélice?






Clicar na imagem, para melhor visualização.
(Desenho de Penelope Jolicoeur)

Hermes - Birkin

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

" O Segundo Sexo (1) "



Muitas vezes a mulher é apenas uma decepcionante doadora de ilusão:

"Sou a promessa que não pode ser cumprida e a minha graça nisso mesmo consiste. Sou a doçura do que é, com a SAUDADE do que não é.


Sou a verdade com a fisionomia do erro, e quem me Ama não se preocupa em deslindar uma da outra."

Mas a ilusão tem também uma utilidade é o que o anjo - da - guarda anuncia a Dona Prouhèze:

" - Mesmo o pecado! o pecado também serve?"
"- Então era bom que ele me amasse?"
" - Era bom que lhe ensinasses o desejo."
" - O desejo de uma ilusão? de uma sombra que lhe escapa para sempre?"
" - O desejo através da ilusão."
" -E do que é através do que não é!"

E o que Prouhèze por vontade de Deus foi para Rodrigo é:

"Uma Espada atravessada no coração"

Simone de Beauvoir

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

sábado, 10 de janeiro de 2009

Amizade





"Não se pode ter muitos amigos. Mesmo que se queira, mesmo que se conheçam pessoas de quem apetece ser amiga, não se pode ter muitos amigos. Ou melhor: nunca se pode ser bom amigo de muitas pessoas. Ou melhor: amigo. A preocupação da alma e a ocupação do espaço, o tempo que se pode passar e a atenção que se pode dar – todas estas coisas são finitas e têm de ser partilhadas. Não chegam para mais de um, dois, três, quatro, cinco amigos. É preciso saber partilhar o que temos com eles e não se pode dividir uma coisa já de si pequena (nós) por muitas pessoas.
Os amigos, como acontece com os amantes, também têm de ser escolhidos. Pode custar-nos não ter tempo nem vida para se ser amigo de alguém de quem se gosta, mas esse é um dos custos da amizade. O que é bom sai caro. A tendência automática é para ter um máximo de amigos ou mesmo ser amigo de toda a gente. Trata-se de uma espécie de promiscuidade, para não dizer pior. Não se pode ser amigo de todas as pessoas de que se gosta. Às vezes, para se ser amigo de alguém, chega a ser preciso ser-se inimigo de quem se gosta.
Em Portugal, a amizade leva-se a sério e pratica-se bem. É uma coisa à qual se dedica tempo, nervosismo, exaltação. A amizade é vista, e é verdade, como único sentimento indispensável. No entanto, existe uma mentalidade Speedy González, toda “Hey gringo, my friend” que vê em cada ser humano um “amigo”. Todos conhecemos o género – é o “gajo porreiro”, que se “dá bem com toda a gente”. É o “amigalhaço”. E tem, naturalmente, dezenas de amigos e de amigas, centenas de amiguinhos, camaradas, compinchas, cúmplices, correligionários, colegas e outras coisas começadas por c .
Os amigalhaços são mais detestáveis que os piores inimigos. Os nossos inimigos, ao menos, não nos traem. Odeiam-nos lealmente. Mas um amigalhaço, que é amigo de muitos pares de inimigos e passa o tempo a tentar conciliar posições e personalidades irreconciliáveis, é sempre um traidor. Para mais, pífio e arrependido. Para se ser um bom amigo, têm de herdar-se, de coração inteiro, os amigos e os inimigos da outra pessoa. É fácil estar sempre ao lado de quem se julga ter razão. O que distingue um amigo verdadeiro é ser capaz de estar ao nosso lado quando nós não temos razão. O amigalhaço, em contrapartida, é o modelo mais mole e vira-casacas da moderação. Diz: “Eu sou muito amigo dele, mas tenho de reconhecer que ele é um sacana.” Como se pode ser amigo de um sacana? Os amigos são, por definição, as melhores pessoas do mundo, as mais interessantes e as mais geniais. Os amigos não podem ser maus.
A lealdade é a qualidade mais importante de uma amizade. É claro que é difícil ser inteiramente leal, mas tem de se ser. É conveniente deixar que os outros digam mal dos nossos amigos ou defendê-los sem convicção. Fica bem, dá um ar de pluralismo e equanimidade, é sociável. Podemos até pensar para nós próprios: “Não faz mal – isto é só conversa. O que interessa é o que sentimos”. É verdade que interessa o que sentimos, mas, como já o sentimos, passa a interessar mais o que fazemos. Ser amigo não é sentirmo-nos amigos – é comportarmo-nos como amigos. Que me interessa que gostem de mim e me façam mal? Interessa-me tão pouco como aqueles que me façam bem sem gostarem de mim.
Ter um sentimento também cria a obrigação de respeitá-lo. Uma amizade escondida, que não se orgulhe em ser anunciada, é uma vergonha no verdadeiro sentido da vergonha.
Para se ser amigo de alguém, tem de se passar por intolerante e por faccioso. E que mal tem isso? Quero eu dizer: que mal tem ser mesmo um amigo intolerante e faccioso? Os amigos confiam em nós e, quando se começa a tolerar que outros digam mal deles, só para ser “simpático”, essa nossa indiferença fere mais do que as piores palavras de um inimigo. Quando se é amigo de alguém, também se está a dizer “Toma – eis este poder sobre mim”. Quanto maior for o poder de fazer alguém feliz, maior também é o poder de magoar. Quando alguém consente que se diga mal de um amigo, esse consentimento é uma cobardia que já começa a ser traição.
Tudo isto deve chocar imenso a mentalidade amigalhaça dos nossos dias. A promiscuidade leva a que se seja amigo da pessoa com quem se calha estar, leva a prezar a presença fortuita de terceiros acima da saudade que cria a ausência dos amigos, verdadeiros. E leva a usar o conjunto dos amigos como uma espécie de parque de recrutamento; onde se recorre cada vez que é preciso uma pândega qualquer. Tem-se vergonha de ser leal. Quando nos dizem “Ouve lá – o teu amigo há-de ter defeitos”, temos vergonha de responder como nos apetece no coração, dizendo “Pode ser que tenha, mas não me interessa saber”.
Querer estar bem com todos é, quanto a mim, mais odioso que ter ódio a toda a humanidade. O amigalhaço é aquele que acaba por ser inimigo de todos, na maneira como se comporta, para ser amigo só de si mesmo, no resultado desse comportamento. A amizade só faz sentido quando traduz claramente uma escolha: “Eu escolhi ser amigo dele – não escolhi ser amigo teu”. Ser amigo é uma prática. Gostar é apenas uma sensação. Posso dizer, com verdade, “Gosto muito de ti, mas não posso ser teu amigo”. Não há tempo. Não há necessidade. Não há, de momento, mais espaço no coração.
Não se pode ter muitos amigos e mesmo os poucos amigos que se têm não se podem ter tanto como nos apetecia. Para não passar mal, aprende-se a economia da amizade, ciência um bocado triste e um bocado simples que consiste em ampliar os gestos e os momentos de comunidade, para compensar os grandes desertos de silêncio e de separação que são os normais. Como por exemplo? Como, por exemplo, abrir mesmo os braços e dar mesmo um abraço. Dizer mesmo na cara de alguém “Tu és um grande amigo” e ser mesmo verdade. Acho que não é de aproveitar todos os momentos como se fossem os únicos, porque isso seria uma forma de paixão, mas antes estarmos com os amigos, nos poucos momentos que se têm, como se nunca nos tívessemos separado. A amizade é uma condição que nunca pode ser excepcional. Tem de ser habitual e eterna e previsível. E a economia dela nota-se mais quando reparamos que, sempre que não estamos com os nossos amigos, estamos sempre a falar deles. É bom dizer bem de um amigo, sem que ele venha a saber que dissemos. E ter a certeza que ele faz o mesmo, mesmo quando nós não sabemos.
A amizade vale mais que a razão, o senso comum, o espírito crítico e tudo o mais que tantas vezes justifica a conversação, o convívio e a traição. A amizade tem de ser uma coisa à parte, onde a razão não conta. Ter um amigo tem de ser como ter uma certeza. Num mundo onde certezas, como é óbvio, não há.
Para os amigalhaços, que estão para a “amizade livre” como os hippies para o “amor livre”, um amigo não é mais que um ponto útil numa rede de relações. É um “contacto”. É um capital. Ser amigo sem esforço, sem sacrifício, é ser amigo sem amizade. Gostar das pessoas é fácil. Ser amigo delas não é. Mas as coisas que valem a pena não podem deixar de ter a pena que valem. É pena não se poder ser amigo de toda a gente, mas um só amigo vale mais do que toda a gente. Porquê? Sei lá. Mas vale."



Os Meus Problemas, Miguel Esteves Cardoso

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Natal... a caminho de um ano novo ...



Cinema Paradiso(1988)


......... Fim (2008)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Je t' aime Moi Non Plus?

Canto muito bem, canto mal. rio-me alto, rio-me baixinho. choro, fico um pouco histérica, acalmo-me. Grito comigo própria, perdoo-me, aprecio-me ao espelho, apetece-me partir o espelho. medito, esqueço tudo o que alguma vez aconteceu. penso em tudo o que não aconteceu. Danço, atiro-me para o chão, ponho tudo de pernas para o ar. Deixo tudo onde está para que a outra pessoa arrume, apercebo-me que afinal de contas sou sempre eu que arrumo tudo. Pinto-me como nunca o faria se fosse para a rua. Gostaria de saber como é nque ficaria se fosse loura. Experimentoroupas que nunca vestiria em publico. Gostaria de saber como é que ficaria se fosse velha, olho para os meus seios, imagino-os maiores, mais pequenos, mais arredondados, mais firmes, menos firmes, mais bonitos, mais feios. Aceito os meus seios tal como são. Estico a pele da minha cara e imagino-me sem rugas. Perco-me.
Grito comigo própria, perdoo-me, ensaio aquilo que irei dizer amanhã. Aumento o volumedo rádio para não ouvir nada. Imagino-me numa ilha deserta.
Procuro os meus defeitos, aceito esses defeitos e procuro outros. Faço caretas ao espelho. Vejo como é que fico com ar zangada, de sedutora, amuada, surpreendida, de chocada, de impressionada.
Tiro o anel. Olho para mim nua, olho para mim e gosto do que vejo!



segunda-feira, 27 de outubro de 2008

le toi et le tu


Odeio o modo como falas, e o teu corte de cabelo...

Odeio como conduzes o teu carro e como te olhas ao espelho...

Odeio as tuas botas, e como me vês transparente...

Odeio se tens sempre razão... odeio quando me mentes...
Odeio se me fazes rir sem parar, e quando me fazes chorar.

... Mas aquilo que mais ODEIO é nao conseguir não te amar!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Brevemente...

...a estória ... das ZA's.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008




O riso é uma filosofia.


Muitas vezes o riso é uma salvação.


E em política constitucional, pelo menos, o riso é uma opinião".

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Pensamento ...

O ódio corrói a alma dos hipócritas
…. A minha genuidade abraça um orgulho que despreza a vulgaridade!

Poupette

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Aprender a estar calada.... e nao dizer tudo o que penso!!!

sábado, 29 de março de 2008

Segredos....

..... Segredos?

Tenho muitos.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

GOSTO DE GOSTAR

'não é fácil gostar de alguém, mas quando se gosta, gosta-se e pronto, não há nada a fazer.
pensamos na pessoa o dia todo e olhando para o tecto perguntamo-nos onde estará a outra pessoa naquele exacto momento em que pensamos nela.

onde estás?ontem pensei em ti, hoje também, ainda agorinha mesmo estava a pensar em ti, e andamos nisto.

gostamos de alguém, não me perguntem agora porquê,porque mesmo que vos quisesse dizer nunca saberia a resposta. eu não sei o porquê!as pessoas gostam de saber porque diacho gostamos nós de alguém e isto não é fácil de explicar.

talvez por isso eu não percebo este amor que pensa e reflecte.

para mim basta-me saber que gosto – e gosto – e perceber que o meu corpo responde por mim – e responde. não tem de haver pressa! – dizem alguns.
não tem? ai não, que não tem!o desejo não me parece ser algo tranquilo, é exactamente o contrário, é stressadinho,fuma cigarro atrás de cigarro – saia da frente que tenho pressa! -,
o desejo buzina ao cair do semáforo verde,é taxista em hora de ponta – saia daí senhor! -, quer passar à frente de todos tipo Chico esperto -,tem urgência em chegar, quer ser rápido para se manifestar junto de quem gosta.

quando gosto de alguém, não quero saber se aquele ou o outro acredita nisso, não me interessa até perceber se ela própria acredita. o que me interessa mesmo é que eu saiba isso – e sei – é que eu acredite – e acredito – e que seja verdade – verdadinha.''

excerto de um texto de Fernando Alvim, in metro

Le Moi et le Je

Si j'hésite si souvent entre le moi et le je Si je balance entre l'émoi et le jeu C'est que mon propre équilibre mental en est l'enjeu J'ignore tout des règles de je Jeu cruel et tendre à la fois entre le moi et le je On se perd de vue tout est remis en jeu Dans la froideur de la nuit je me demande où suis-je Tu me prends je me laisse prendre au Jeu de l'amour du hasard éprise de vertiges Ayant conscience que c'est un jeu dangen Reux tu abuses du je alors je cache mon jeu Sans pour autant gagner sur toi moi Si j'hésite si souvent entre le moi et le je Si je balance entre l'émoi et le jeu C'est que mon propre équilibre mental en est l'enjeu J'ignore tout des règles de ce jeu Jeu de l'amour du hasard épris de vertiges Ayant conscience que c'est un jeu dangeReux tu abuses du je alors je cache mon jeuSans pour autant gagner sur toi moi je - by Jane Birkin